Gilmar Cereda – O último remanescente da Epamig de Machado

Único a permanecer na instituição, ele assumiu a gerência do Campo Experimental há 6 anos

Por Vânia Marques
3 Min

Imagem: Folha Agrosul

O Campo Experimental da EPAMIG Machado comemora este ano 51 anos de sua fundação. Durante meio século, a instituição formou um grande time de pesquisadores responsáveis pelos avanços nas áreas de melhoramento genético das plantas, fertilidade, manejo de pragas e doenças, resultando em uma importante contribuição para o desenvolvimento da cafeicultura brasileira. Hoje, materiais desenvolvidos no Campo de Machado estão entre as cultivares mais plantadas pelos produtores de café.

O último pesquisador daquela turma completará, no próximo dia 1º de outubro, exatamente 51 anos de serviços prestados na EPAMIG de Machado, ou seja, uma vida dedicada à EPAMIG de Machado. Único a permanecer na instituição, ele assumiu a gerência do Campo Experimental há 6 anos e hoje divide a continuidade dos trabalhos de pesquisa com os novos profissionais e a saudade dos amigos que passaram por ali.

Esperamos que eles sejam os futuros doutores Sara Chalfon, Paulo Rebelles, Júlio Cesar, Paulo Montijo, Gabriel Bartholo, Antônio Alves Pereira.”

A contribuição de Gilmar vem antes mesmo da sua chegada ao Campo Experimental de Machado. No final da década de 1970, ele coordenou o início do plantio de café no Campo Experimental da Epamig de Patrocínio, no Triângulo Mineiro. 

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Confira trechos da entrevista que Gilmar Cereda concedeu à Vânia Marques, da Folha Agrosul ou assista na TVFolhaAgrosul: https://youtu.be/U1FGzviMjUg?si=J9570fcxqBln69aG

Como é ser o único remanescente e dar continuidade ao trabalho na EPAMIG?

Pois é, é uma saudade incrível. A EPAMIG era a única empresa que tinha um corpo técnico com mais de 20 pesquisadores na área de café.

A EPAMIG teve a felicidade de ter grandes profissionais na área de entomologia, na área de fitopatologia, na área de fertilidade e nutrição de plantas, na área de melhoramento genético. É uma saudade muito grande de todos. A EPAMIG foi líder e continua sendo líder na cultura do café. Uma contribuição significativa.

Como você avalia o momento da EPAMIG?

A Epamig vive um momento muito bom, com essa nova gestão que está aí há seis anos e meio e recuperou a parte financeira e administrativa da Epamig de Machado. Isso ajudou a  recuperar o ânimo dos pesquisadores e dos funcionários. Foi um grande trabalho que essa diretoria atual fez nesses últimos seis anos.

Qual está sendo o foco da pesquisa aqui no Campo Experimental de Machado?

O foco da pesquisa aqui é o melhoramento genético. Os materiais da EPAMIG que hoje estão no mercado são materiais produtivos, materiais resistentes à ferrugem, materiais que se adaptaram bem na região do sul de Minas e adaptaram bem em todo o Brasil.

O produtor rural procura o Campo Experimental? Como está hoje essa relação com o produtor?

A EPAMIG sempre foi muito procurada por produtores. Apesar de nossa responsabilidade ser de ser pesquisador, nós nunca deixamos de fazer assistência a quem nos procura dentro do campo experimental.

E o que você vê para o futuro da EPAMIG aqui de Machado?

Vejo um potencial muito grande na área de melhoramento genético e na área de qualidade de café.

A EPAMIG de Machado tornou-se a sua segunda casa?

Eu sinto que é minha casa.