A safra de café arábica em Minas Gerais deve alcançar 33,4 milhões de sacas em 2026, segundo estimativa da primeira Pesquisa Safra Café, lançada pelo Sistema Faemg Senar nesta quarta-feira (9/9), no Centro de Excelência em Cafeicultura, em Varginha, no Sul de Minas.
A pesquisa é o maior levantamento de campo já realizado sobre a safra cafeeira em Minas Gerais. O estudo foi desenvolvido a partir de informações coletadas diretamente em 5.155 propriedades rurais, distribuídas em 269 municípios, cobrindo cerca de 90% da produção de café arábica nas quatro regiões cafeeiras do estado. O levantamento proporciona um retrato da produção a partir da realidade observada nas lavouras e junto aos produtores.
A estimativa é 1,8% superior à projeção divulgada pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), em maio, e 4,7% acima da estimativa divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), em março.
“Esta pesquisa é o pontapé inicial para construir uma série histórica da cafeicultura brasileira a partir do campo, sem competir com os levantamentos já existentes, mas somando dados para que o produtor e toda a cadeia tenham uma visão mais clara da realidade", disse o presidente do Sistema Faemg Senar, Antônio de Salvo.
O material coletado reúne informações sobre área cultivada, produtividade, ritmo da colheita, volume já produzido, carga remanescente nas lavouras, condições climáticas e fitossanitárias e expectativas dos cafeicultores. Os dados foram submetidos a metodologia estatística, com respaldo científico da Universidade Federal de Lavras (UFLA), por meio do Centro de Inteligência em Mercados.
Para a analista de Agronegócio do Sistema Faemg Senar Ana Carolina Gomes a produção de dados diretamente no campo pode contribuir para decisões mais assertivas dentro das propriedades.
“A estatística traz segurança e uma visão de planejamento e tomada de decisão. O que eu, enquanto produtor, vou fazer? Vou plantar mais? Vou melhorar a produtividade? Vou diminuir custos? Queremos, com essa iniciativa, trazer mais lucidez para o mercado e, principalmente, para os produtores”, destacou.