De olho no futuro, a PEIXE BR lançou no último dia 26, o nono Anuário do setor de pescado. Ainda que o ano de 2025 deverá ser um ano de cintos apertados, conforme comentou o presidente da entidade, Francisco Medeiros, olhar para o futuro é estimulante para o setor que tem uma demanda crescente de 10% ao ano. Se comparado com outras produções de proteínas, a piscicultura ainda é pequena, está iniciando na exportação, mas já demonstra organização e eficiência. E um grande suporte é a elaboração do Anuário, que serve de referência para toda a cadeia, com números e dados que auxiliam na tomada de decisões.
A tecnologia empregada hoje na produção de pescados coloca o Brasil em destaque em relação a outros países produtores. Segundo o presidente da Peixe BR, esse desenvolvimento é resultado da união de todos os elos da cadeia, governo e instituições. Presente no lançamento, o Ministro de Estado da Pesca e Aquicultura, André de Paula, renovou o compromisso de manter as portas abertas e as parcerias em prol do desenvolvimento e consolidação do setor. Ele citou como exemplo a conquista da dispensa do Certificado Sanitário Internacional que agilizou as exportações para os Estados Unidos, principal comprador do produto brasileiro.
Nos últimos nove anos (período de levantamento da Peixe BR), a produção de peixes de cultivo saltou de 578.800 t (2014) para 1 milhão t (2024). Hoje, a atividade movimenta mais de R$ 8 bilhões/ano, gera mais de 1 milhão de empregos diretos e 2 milhões indiretos, cresce a taxas superiores a 5% ao ano.
Tilápia cresceu 14% no ano e chegou a 662.230 toneladas
Passado o período de apreensão, com a ameaça de importação do Vietnã - após intenso diálogo da Peixe BR com o Ministério da Agricultura e Pecuária (MAPA), a operação foi suspensa, o crescimento das exportações de tilápia, com volumes e valores recordes, é motivo de comemoração. O Brasil tornou-se o segundo maior exportador de filé fresco para os Estados Unidos (em 2023 eramos o 4º).
De toda a produção brasileira de pescados, a tilápia representa 68%. E os números indicam que a perspectiva de 78% poderá acontecer antes da previsão de cinco anos. O setor foi o que mais recebeu investimentos nos últimos anos e o resultado é uma cadeia consolidada e com forte onda de crescimento, o que vem despertando interesse de empresas e cooperativas, especialmente no estado do Paraná.
Minas Gerais - Nos últimos 3 anos, a grande surpresa na produção de tilápias foi o estado de Minas Gerais e o movimento vem de Morada Nova de Minas, no centro do estado, às margens do Rio São Francisco, onde o setor privado se uniu e montou um arranjo produtivo eficiente. A região do Triângulo Mineiro também vem apresentando desenvolvimento da piscicultura, o que deverá acontecer com mais velocidade, já que a região possui maior estrutura de um polo logístico.
Sobre a PEIXE BR
A PEIXE BR resulta da fusão da Associação Brasileira da Indústria de Processamento de Tilápia (AB Tilápia) e da Associação Brasileira dos Produtores de Tilápia e concentra suas atividades na atividade de peixes cultivados.
Os parceiros estão localizados nos principais estados produtores de pescado, onde estão mais de 80% do negócio de peixes cultivados no Brasil. Paralelamente, a entidade realiza trabalho de atração de novas empresas para ampliar ainda mais sua representatividade.
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